Os bastidores de Figueira II

Em complemento a este post aqui, transcreveremos abaixo alguns comentários que revelam sobre o mesmo assunto, publicados originalmente como anexos ao post “O contraditório Trigueirinho” (afora uma exceção, explicitamente mencionada).

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Jonas, em comentário submetido às 8:44 de 09/10/2011:

O que vou relatar aqui é algo extremamente sério. É resultado de pesquisas e investigações, fruto de minha vivência por 3 anos dentro daquele “grupo” denominado Figueira, e da colaboração de um amigo ex-dirigente de um dos “grupos de estudos” ligados a Figueira. Não vou detalhar minha vivência lá, pois acredito que se assemelhe, em termos de decepção, aos demais relatos já feitos aqui. Minha experiência só não chegou a ser realmente traumatizante porque nunca cheguei a confiar totalmente naquele “sistema”, e graças à minha formação espírita kardecista adquirida desde o berço através de minha mãe. Apenas digo que minha posição específica como colaborador naquele grupo me propiciou presenciar atividades como: contrabando, sonegação fiscal (por parte da editora), controle mental, vampirização e aliciamento sexual, entre outras atividades que nem de longe deveriam fazer parte de uma comunidade supostamente voltada à espiritualidade elevada. Mas não vou me deter aqui nos efeitos e sim na causa, no que está por trás de toda essa “sujeira” e das tamanhas contradições que são o alvo desta discussão. Nem eu nem meu amigo temos como provar o que irei descrever. Acreditar ou não ficará a cargo do “bom senso” de cada um. No entanto creio que essas informações podem ser úteis àqueles que fazem suas próprias investigações em relação a este grupo e em relação a outros que praticam formas semelhantes de manipulação.

Acreditamos que Trigueirinho e os principais membros da chamada “cúpula de Figueira” sejam alguns dos muitos enviados do assim chamado “império siriano”. É do conhecimento de alguns que o império siriano, num passado remoto, foi responsável pelo saque de recursos naturais de nosso planeta (como de muitos outros) através de mão de obra escrava, que era composta por humanóides raptados de outros pontos da galáxia para este fim específico. Estes trabalhavam apenas em troca da própria sobrevivência. As colônias sirianas se estabeleceram no pólo sul do nosso planeta, na mesma região do que veio a ser o continente lemuriano. Tudo isso se deu “debaixo das barbas” dos pleiadianos, que nessa época estavam “distraídos” colaborando com a Terra através da introdução de espécies vegetais, animais e humanóides na região oposta do planeta, o pólo norte. Como muitos sabem, pleaidianos e sirianos são divergentes, e naquela época, pelo que sei, os sirianos haviam se comprometido perante aos pleiadianos em não tornar a Terra alvo de seu habitual parasitismo interplanetário. Quando os pleiadianos finalmente descobriram a trapaça siriana, já era tarde demais. (…)

Prosseguindo, descobri muitas evidências que apontam os sirianos como sendo os principais introdutores do sistema culto-religião na Terra. Esse sistema é um estratagema para manter as criaturas sob seu controle, fazendo-as crer neles como sendo seus deuses, guias, anjos-arcanjos, santos, hierarquias e demais estereotipos religiosos. Seriam também eles os principais responsáveis pela criação do cristianismo, do protestantismo (evangélicos) e das principais linhas do esoterismo. Eles têm criado ao longo do tempo muitas facções religiosas não só no intuito de dividir a humanidade tornando-a fraca mas também para garantir que todos os tipos de temperamentos e aspirações permaneçam sob o controle de seu campo de ação.

Existem informações que indicam a existência de uma aliança feita entre sirianos e reptilianos realizada num passado remoto. Não se sabe exatamente qual a extensão dessa aliança e como ela evoluiu até os tempos atuais. Mas isso certamente justifica não só as visões que algumas pessoas relatam, mas também a correlação dos diversos métodos que sirianos e reptilianos utilizam para controlar a humanidade. Que fique claro a essa altura que quando cito os sirianos estou me referindo aqui a uma linha específica de seres provindos do sistema estelar de Sírius e não a todos os sirianos. As informações contidas no link a seguir são bem interessantes a esse respeito: http://www.umanovaera.com/reptilianos/A_Historia_Suprimida_do_Planeta_Terra.htm.

Algo que fica bem patente naquela comunidade são as práticas de vampirização e controle mental dos adeptos meticulosamente organizadas pela “cúpula”. Parece que a energia vital é inclusive usada como moeda de troca entre alienígenas trevosos. Reptilianos e greys são um típico exemplo de seres que necessitam dos princípios vitais de humanos e animais para sobreviverem.

Muitos que abandonaram Figueira recentemente devem recordar perfeitamente da introdução de uma nova figura no cenário da comunidade, figura essa que assumiu posição de liderança ao lado de Trigueirinho passando depois a fundar um nova comunidade no Uruguai. Com o codinome de Shimani, dado pelo próprio Trigueirinho, essa figura surgiu “impondo” algumas “inovações” à filosofia de Figueira. Por conveniência vou me deter apenas em alguns detalhes dessas “novas” informações que ela divulgou no seio da comunidade. Em uma de suas palestras (se chegou a ser gravada em cd provavelmente ainda está disponível para venda) no interior da comunidade ela divulgou informações do que supostamente seriam as ditas “hierarquias” veneradas por eles. Ela disse que (estou resumindo) “essas hierarquias altamente evoluídas seriam nossos ‘pais criadores’, e que apesar de haverem alcançado as sétima, oitava e nona dimensões (se não me engano) chegaram a um ponto do qual não puderam prosseguir (essa informação já é por si só altamente suspeita)”. Ela prossegue dizendo que “estas hierarquias desenvolveram muitos atributos em alto grau, mas que devido a um ‘engano’ haviam elas ‘deixado de lado’ algo que em dado momento reconheceram ter sido o motivo de não conseguirem alcançar dimensões mais elevadas, e que esse algo seria o ‘amor’!”. Ora, todos sabemos (e se não sabemos é por que não queremos) que a benevolência, a caridade e a fraternidade derivam exclusivamente do amor!… Finalmente diz ela que “nossos supostos ‘pais criadores’ nos colocaram na Terra na esperança de que nós desenvolvêssemos (para eles) esse atributo cuja falta os impede de ascender às dimensões além da nona ou décima” e que “eles estão expectantes e ansiosos por nosso progresso, que possibilitaria para nós um dia alcançar a condição de ‘mestres de nossos mestres’!”.

Bem, muitos sabem que, tirando os “floreios” dessa história, essa é a exata situação de certos extras trevosos como os reptilianos-greys, que por haverem perdido a via de comunicação com seus eu-superiores não só ficaram estanques em termos de evolução espiritual como também agem como psicopatas calculistas, frios e cruéis. Sabe-se também do parasitismo e das terríveis experiências que eles promovem para a produção de híbridos que possibilitem correções nas falha/lacunas genéticas que eles possuem. Algo que a natureza humana jamais poderia tolerar conscientemente.

Um outro ponto para o qual quero chamar a atenção é para a repentina exaltação da Lemúria que essa “mulher(?)” de codinome Shimani promoveu dentro da comunidade de Figueira. Após esse evento, a Lemúria, que era tida pelo próprio Trigueirinho como sendo apenas uma civilização que sucumbiu devido a promiscuidade sexual, passou a ser venerada por todos os grupos ligados àquela comunidade. Até uma música foi composta em culto a esta antiga civilização.

Segundo ela (Shimani) a Lemúria teria sido uma civilização muito avançada que se existia (ou ainda existe) na região hoje tomada pelas camadas de gelo da Antártida. Disse que lá existem guardados muitos segredos que em breve seriam revelados à humanidade e que quando o gelo dos pólos derreter o mundo será tomado de grande surpresa ao constatar os grandes prodígios e revelações que se ocultam por baixo das camadas de gelo (tenho até arrepios ao imaginar o que seja).

Existem informações de que Hitler era contatado por um “super-homem” de uma civilização intraterrena situada na Antártida. Segundo essas fontes, no fim da segunda guerra mundial, o Terceiro Reich após haver construído bases subterrâneas na Antártida teria se refugiado nelas com grande quantidade de pessoal e equipamentos dos quais faziam parte projetos de tecnologia extraterrestre. Pelo que se sabe continuaram em contato com a civilização intraterrena lá existente e se desenvolveram de forma rápida, espantosa, e se transformaram no que hoje é chamado por alguns de Quarto Reich. Alguns dizem que eles teriam reconhecido muitos de seus erros e que se tornaram benevolentes (é o que eu espero), o que não quer dizer necessariamente não interferentes… Inclusive dizem que eles estabeleceram outras bases subterrâneas na América do Sul, e que muitas das naves avistadas hoje são pilotadas por integrantes do Quarto Reich (descendentes de alemães com aparência absolutamente normal), que hoje estariam ajudando a defender o planeta (ou seus próprios interesses) de extras malevolentes.

Vê-se pois que Trigueirinho e sua comunidade são apenas uma das muitas pontas de um gigantesco iceberg. E conclui-se a partir daí que as muitas contradições dele e da vida em sua comunidade são frutos de uma filosofia oportunista e que dança conforme a música. Há pouco tempo ele havia declarado em palestra que a Igreja Católica era uma prostituta. Hoje ele praticamente se associa com a Igreja Católica, “promove eventos” dentro de seus templos e convoca católicos para peregrinação dentro de sua comunidade a partir de supostas aparições da Mãe Universal, aparições essas e outras que por todo o mundo têm sido forjadas por sirianos e cia.

Os sirianos promoveram o surgimento de muitos movimentos religiosos e esotéricos mas realmente não seguem nem acreditam em nenhum deles. Daí é natural que, tendo eles em mãos tantas informações divergentes criadas para confundir e distrair os seres humanos da realidade espiritual, caiam frequentemente em contradição, sendo esse ponto um dos vários dos quais podemos desmascará-los.

Nós, seres humanos, fomos afastados do contato direto com a Realidade e a partir daí nos tornamos inseguros e vulneráveis como presas fáceis aos ditames e manipulações de toda sorte. Procuramos sempre uma tábua de salvação, mas raramente nos comprometemos a consertar e compensar os estragos que deixamos em nosso caminho. Raramente procuramos, como espíritos livres que realmente somos, assumir por nós mesmos os passos de nossa evolução e caminhar com nossos próprios pés. As Entidade da Luz buscam sempre nos apoiar e ajudar, mas nunca interferem em nossas escolhas, em nossa necessidade de experiências e principalmente em nossa liberdade de pensamento e expressão. Afinal de contas, um dos objetivos da evolução é “a manifestação das possibilidades infinitas” que vão recompondo o Todo original, e não a criação de clones e escravos de ação e pensamento.

Quando alguém tentar suprimir seu livre-arbítrio, sua criatividade e suas idéias com rispidez, indiferença ou desprezo, afaste-se, pois certamente esse alguém ou lugar não está do lado do Bem.

Não precisamos de religiões, de mentores encarnados ou mesmo de venerar santos, hierarquias ou coisas que o valham.

Os espíritos da Luz não induzem ao sectarismo, ao contrário, nos levam sempre a caminhar com nossos próprios pés.

Procuremos ser caridosos, pródigos, fraternos e amorosos. Manifestemos sem medo nossas aptidões e talentos. Busquemos nos aperfeiçoar moral e intelectualmente sempre levando em conta as necessidades de todos.

Creio que isso já é o bastante para a felicidade e evolução da humanidade, pois o resto nós atrairemos com nossa irradiação!

Paz e Luz a todos.

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Jonas, em comentário submetido às 21:35 de 27/03/2012:

Os ditos conhecimentos de trigueirinho são, na realidade, são uma compilação do conhecimento de diversas fontes convenientemente forjada e sutilmente alterada para atingir determinados fins… No final das contas as pessoas são levadas ao preconceito, à repugnância e à indiferença daquilo que ele chama de “vida comum”. E isso se estende às pessoas que supostamente vivem esse vida. Um bom exemplo disto é a forma como as pessoas do dito grupo que moram tanto na fazenda quanto na cidade tratam os habitantes de Carmo da Cachoeira. O desprezo e a altivez são patentes.
Ao meu ver, qualquer organização ou movimento pretensamente espiritual que não prime pela elevação moral dos sues membros e pela prática da caridade já é imediatamente suspeita. Já vi trigueirinho desdenhar do espiritismo de Kardec por ser uma doutrina predominantemente moral.
As pessoas do grupo são levadas a se isolarem física e moralmente a ponto de tornarem-se totalmente dependentes mental e emocionalmente da “guiança” de trigueirinho e seus asseclas. Uma forma sutil de escravidão. Acaba que as coisas “boas” que as pessoas retiram dos “ensinamentos” de trigueirinho se perdem, ou se invertem, por serem canalizadas para fins distorcidos e egoístas. E é assim por mais que tentem mascarar. Eu mesmo presenciei por diversas vezes as explosões de rancor e agressividade destas pessoas, que, como você disse, se “anulam”, ou seja, se reprimem.
Essas pessoas na realidade vivem uma grande frustração e não percebem que estão fugindo de si mesmas e se entregando nas mãos de parasitas que, como estes, existem muitos e de variados tipos espalhados pelo mundo…

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Jonas, em comentário submetido às 20:30 de 03/04/2012 ao extinto post “Para quando Trigueirinho morrer…”:

Conheci pessoalmente o tal frei Elias que supostamente recebe as visões de Nossa Senhora. Ele era chamado de Asghard (nome dado por Trigueirinho), mas nenhum desses nomes é o verdadeiro.
Ele supostamente é vidente; “analisou” minha aura, fez-me perguntas que respondi de forma fantasiosa e ele não foi capaz de perceber isso, se manisfestando de acordo com minhas respostas. Disse a ele que eu era capaz de perceber a verdade através do olhar das pessoas, e ele então, comicamente, passou a evitar me olhar toda vez que nos encontrávamos. Evitava até passar perto de mim. Acho que nem preciso continuar…

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João Batista Barbosa, em comentário submetido às 13:14 de 02/05/2012:

Morei em Figueira de 1998 até 2000. Passei por lavagem cerebral, hipnotismo, pressão psicológica, trabalhos, jejuns e vigílias forçadas, humilhação, ameaças e tentativa de homicídio. Mais detalhes, contate-me por jbatzum@bol.com.br.

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Jonas, em comentário submetido às 10:27 de 22/12/2012:

(…)

Quanto ao terror atribuído à “vida comum”, como vocês intitulam, posso dizer que, dos desequilíbrios psíquicos e morais que encontrei dentro de Figueira e aqui fora, eu ainda prefiro, de uma forma geral, os daqui de fora, pois em sua maioria são mais superficiais e fáceis de serem superados. Mas não vou me alongar nesse assunto. Quem esteve lá dentro por muito tempo e lidando com todo tipo de situação, sabe bem do que estou falando.

Quanto a possibilidade de uma convulsão, posso dizer o mesmo de Figueira. Há pouco tempo Trigueirinho chamava a Igreja de prostituta e ridicularizava seus métodos. Agora veja agora como estão. Imitam os métodos que antes criticavam e se tornaram tão patéticos que até fizeram a dita “Mãe Divina” pedir dinheiro na cara dura a seus seguidores!

Conheço alguns antigos integrantes que mesmo depois de anos de fidelidade em postos “privilegiados”, se podemos dizer assim, se revoltaram e abandonaram a “causa”. Vê-se que estão querendo atrair/filtrar agora os mais fanáticos, aqueles que, mesmo tendo suas inteligências insultadas de forma tão ridícula, continuam aferrados à sua suposta tábua de salvação. A forma apelativa como estão agindo agora pode estar evidenciando uma crise financeira e/ou administrativa. Vamos ver o que o tempo nos mostrará…

Minha saída de Figueira não foi algo supostamente sutil como uma ordem do “eu interno” ou “eu superior”, como vocês dizem… Foi algo externo, escancarado, e ocorreu logo após a uma ridícula ameaça de expulsão que sofri. Saí por força de absurdas circunstâncias e agradeço por isso diariamente do fundo do meu coração. Só depois pude perceber a dimensão de minha cegueira e do meu entorpecimento. Lá dentro é que experimentei, na própria pele, o que é ser um sapo sendo cozido lentamente sem si dar conta!

(…)

As pessoas que frequentam Figueira em geral têm esse perfil de fugitivos de tudo, de todos e em primeiro lugar de si mesmos. Já vão para lá em sua maioria por consequência de uma fuga, e depois são incentivados a continuarem fugindo até da própria sombra… Esse temor do carma, que incutem lá nas pessoas, é o mais patético, e a forma como as pessoas passam a ser comportar após isso seria até cômico se não fosse deplorável. Se tornam “convenientemente” submissas e condescendentes por receio de se envolverem com o carma. Vejam só como esses manipuladores são ladinos! Poderia até tirar o chapéu pra eles se eu estivesse competindo nesse jogo sujo.

(…)

E, complementando, em comentário submetido às 11:41 do mesmo dia:

E mais uma coisa que é interessante comentar sobre a questão do carma em Figueira é que Trigueirinho e seus asseclas falam tanto sobre a importância de não criar (fugir do) carma, mas parecem pouco importarem-se com o “pesadíssimo” carma que recai sobre eles. Sim, porque vejam a quantidade de conflitos, desentendimentos, sofrimentos e crises que eles induzem nas pessoas e entre essas e seus familiares. Vejam como eles interferem nos processos evolutivos dos indivíduos, muitas vezes dando ultimatos e fazendo ameaças para que as pessoas larguem tudo e abandonem suas famílias ao Deus dará, como fizeram comigo mesmo sabendo que tanto minha mãe idosa e minha irmã doente precisam de mim para sobreviverem. Sendo que este foi “um dos” motivos decisivos que me fizeram sair de lá e que ajudou também a confirmar várias de minhas suspeitas.

Vejam mais uma vez um exemplo da hipocrisia que campeia naquele movimento onde reina “o faça o que eu digo, mas não faça o que faço”!

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Jonas, em comentário submetido às 21:49 de 24/12/2012 (resposta à pergunta de um outro comentarista sobre se ele saberia quem seriam os “figurões” que abandonaram Figueira):

Sei sim Glauco. Não só vou divulgar aqui mesmo, como também vou dar alguns detalhes:

Francis (Yatri) – Uma das mais antigas tradutoras de Figueira. Ela tem algumas palestras gravas em cd. Ela permaneceu morando na cidade de Carmo, e exigiu que as pessoas voltassem a chamá-la de Francis, seu nome real, ao invés de Yatri, dado por Trigueirinho.

Cristina Xavier – Era a manda chuva da Irdin Editora e abandonou completamente o grupo de forma abrupta após muitos anos de serviços prestados. Primeiro foi tirada de seu cargo, e depois disso só apareceu lá por alguns dias pra resolver alguns tipos de pendências misteriosas. Era uma pessoa muito simpática, mas, nesses últimos dias que esteve lá, permaneceu o tempo todo de cara feia e visivelmente transtornada. Chegou a me tratar de forma muito ríspida e indiferente quando tentei tratar de um determinado assunto com ela. Outras pessoas se queixaram comigo do mesmo comportamento dela. Era como se ela, de uma hora pra outra, estivesse enxergando seus antigos parceiros como inimigos. Em conversa com um colaborador importante na época, tentei arrancar alguma informação sobre o desligamento repentino dela, mas ele só esbravejou, teceu críticas em relação à ela, algumas meio pesadas (ao meu ver, claramente forjadas por simples despeito), mas só isso, tudo muito vago. Claramente estava me escondendo alguma coisa. Tempos depois eu mesmo tive a oportunidade de ler um e-mail hostil que ela mandou para a Irdin exigindo que certas coisas, como uma conta bancária, fossem retiradas imediatamente do nome dela. Como a conta era jurídica, presume-se que ela é que estava como pessoa física por detrás do CNPJ da Irdin.

Marco João – Uma ex peça chave da Irdin Editora e ex colaborador de outros setores. Muito antigo no grupo. Foi deixando o grupo aos poucos até se afastar definitivamente.

Clóvis – Fotógrafo e ex coordenador do setor de editoração dos “Sinais de Figueira”. Deixou a fazenda do dia pra noite sem dar explicações a ninguém; pelo menos não consegui, como no caso da Cristina, “arrancar” de ninguém os motivos reais de seu desligamento repentino. Notei que ele estava meio estranho dias antes dele “desaparecer”.

A ex coordenadora do setor de plantios, cujo nome dado por Trigueirinho não estou conseguindo lembrar (alguns nome eram bem “exóticos”, difíceis de memorizar) – Pelo que me contaram, após uma discussão com Trigueirinho, foi expulsa de Figueira. O que sei é que também sumiu do dia pra noite, e, como os outros, nunca mais deu as caras ou qualquer notícia.

Leumas (nome dado por Trigueirinho; Samuel ao contrário) – Ex coordenadora e principal colaboradora da área de produção de cd’s da Irdin. Permaneceu muitos anos nesse posto e derrepente começou a ficar claramente aborrecida e transtornada. Em conversa com ela me disse que estava se afastando definitivamente de Figueira, mas não quis dar detalhes. Muitos aqui sabem como essa característica do “medo de falar” é comum nas pessoas que saem de lá, não é mesmo? Dias depois de haver ido embora ela apareceu lá. Ao encontrá-la, me tratou muito bem, até um pouco sorridente. Embora eu estivesse percebendo que não tratava-se de um retorno, perguntei a ela: vai voltar? No mesmo instante o semblante dela mudou, transformando-se num misto de mágoa, raiva e apreensão. Então ela respondeu: “Só voltei porque fui obrigada a resolver um pendência.” Depois disso nunca mais vi ou tive qualquer notícia dela.

Houveram outros casos, mais próximos à minha própria saída de lá, de pessoas antigas que sumiram, mas como não tinha muito contato com elas não tenho certeza se si desligaram mesmo ou apenas saíram temporariamente pra resolver algum tipo de problema, o que também costumava ocorrer.

Diante desses casos de desligamento, vale ressaltar que lá dentro sempre houve uma espécie de terrorismo implantado sobre a ideia de deixar Figueira como sendo algo terrível, como se o indivíduo, por fazê-lo, fosse cair no, ou melhor, retornar ao caminho da perdição e ser lançado às trevas! Eu mesmo, na ocasião em que fui ameaçado de expulsão, escutei o sermão de um coordenador que dizia que eu iria ser submetido a enormes sofrimentos e remorsos, que a vida “aqui fora” seria pra mim um verdadeiro inferno, entre outras baboseiras no intuito de me fazer submisso para que tal “tragédia” não acontecesse em minha vida. No entanto o que eu via era o inferno que minha vida tinha se tornado lá dentro. Sem falar do grande alívio que senti depois, por ter saído de lá, e que sinto até hoje. Na verdade aquela ameaça de expulsão, cujo intuito real era o de tentar me dobrar, foi a gota d’água para eu me indignasse e decidisse sair por minhas próprias pernas.

Então é isso. Que cada um tire suas próprias conclusões diante desses “misteriosos” casos de dissidência. Eu tirei as minhas…

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Jonas, em comentário submetido às 21:27 de 26/12/2012:

(…)

Esse pessoal da cúpula de São Paulo que você fala são os tais principais mantenedores de Figueira. Esses não costumam “meter a mão na massa”, e poucas vezes os via por lá. Mesmo porque, até onde sei, eles costumam aparecer lá só nas ditas “partilhas”, das quais eu costumava “escapar” muitas vezes. As energias naquele aglomerado de pessoas e na presença de Trigueirinho eram sinceramente torturantes. Era um sofrimento atroz permanecer naquele local, dado o peso que se sentia em cima dos ombros. Sem falar da forte e estranha sensação de ter as próprias energias como que sugadas lentamente. Mas não vou me estender nesse assunto.

(…)

Era impressionante a ideia que Trigueirinho incutia nas pessoas, que estas não tinham necessariamente a obrigação ou a responsabilidade de criar os próprios filhos, e que poderiam transferir essa “tarefa” para outros mais competentes, como Figueira, por exemplo. Via-se claramente que eles tinham um projeto de formar adeptos mais “fiéis” e “preparados” através dessas pobres crianças que tentaram arrancar “sutilmente” de seus pais. Felizmente, parece que esse intento deles foi por água abaixo.

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16 Respostas to “Os bastidores de Figueira II”

  1. Marisa M. Nunes Says:

    É MUITO BOM SABER.

  2. Nei Carlos Says:

    Nunca estive em Figueira, mas conheço as obras do Trigueirinho desde os primeiros números. A minha impressão é que ele seleciona trechos de outros autores espirituais para citações nas palestras e partilhas e faz uma mistura com mistificações artificialmente produzidas. Por exemplo num dos posts deste blog são citadas determinadas conexões implantadas por seres para nos sugar energias, informação esta atribuídas a hierarquias. No entanto, nos livros de André Luiz, psicografados por Chico Xavier, relativos a processos obsessivos, o autor cita estas conexões, (com outro nome), implantadas por seres obsessores. Em outra partilha Trigueirinho informa aos presentes que Tiradentes havia sido em outra encarnação um inquisidor da igreja católica. Por isso morreu enforcado por razões cármicas. Mas num dos livros também psicografados por Chico Xavier esta informação foi passada pelo espírito de Emmanuel. O curioso é que as informações prestadas pelos espíritos de André Luiz e Emmanuel foram publicadas na década de 40 (século passado), ou seja, as “novidades” informadas por Trigueirinho são de origem de praticantes do espiritismo Kardecista, que ele tanto desdenha. Agora, o que eu fiquei mesmo impressionado foi a Mãe Universal queixar-se de que os fiéis não estavam doando o suficiente para ajuntar recursos para aparições em outros lugares e que Deus não havia autorizado ela a fazer milagres neste sentido. Imagine a situação ridícula: A Mãe Universal, a Nossa Senhora, indo pedir autorização a Deus para fazer milagres!!! Que desatino!!!

    Outro detalhe: sempre que Trigueirinho faz citações de Krishnamurti, ele somente faz menção ao livro “Aos Pés do Mestre”, livro este que foi publicado por Krishnamurti antes do rompimento dele com a chamada Ordem da Estrela, de origem teosófica. Como é sabido, os teosofistas da época queriam (em poucas palavras) prepará-lo para ser a encarnação do Senhor do Mundo. Mas Krishnamurti rompeu com tudo aquilo, por achar absurdo o ser humano se submeter a gurus, santos, salvadores, religiões, etc.

    Na minha opinião Trigueirinho faz uma intensa pesquisa de autores antigos de diversas escolas espirituais (incluindo até mesmo o Livro dos Espíritos de Kardec, de Chico Xavier, Krishnamurti e outros) para divulgá-los como se fossem informações vindas de hierarquias.

    É preciso não esquecer também que Trigueirinho foi um cineasta, embora tendo feito apenas um filme; mas era da mesma escola de Glauber Rocha e outros grandes cineastas do Cinema Novo. Não é difícil para ele fazer as pessoas ficarem impressionadas com seus relatos. Ele tem conhecimento para isso.

    • John Says:

      Da minha experiência escutando partilhas e lendo obras de Trigueirinho, fica claro para mim que, mesmo dizendo não seguir nenhuma doutrina, ele prefere o ponto de vista teosófico acima de todos os outros, e recorre a outras fontes somente nos pontos em que elas concordam com a Teosofia, isto é, o pensamento de autores tais como Paul Brunton, Alice Bailey e Helena Blavatsky.

      Trigueirinho afirma, em vários momentos, que a alimentação vegetariana deve ser a opção de qualquer ser que busque a evolução espiritual. No que concerne à sexualidade, ele determina que todos buscando a Deus deveriam ser celibatários, fazendo sexo somente para a reprodução, e isto somente quando fosse para a encarnação de almas evoluídas. Em várias ocasiões, entretanto, ele afirma que a continuidade da espécie não é necessária, e que o sexo poderia ser completamente dispensado.

      Além disso, Trigueirinho não só admite a possibilidade da vida contemplativa, isto é, da vida dedicada exclusivamente à oração, como a coloca acima da vida em sociedade.

      Não precisamos pesquisar muito para reconhecer que muitas doutrinas discordam destes pontos de vista. O Budismo via o vegetarianismo como preceito, não como regra: Buda muitas vezes aceitou comer carne. Também temos relatos, nas escrituras budistas, de pessoas que viviam vidas em sociedade, exercendo profissões comuns e que, não sendo celibatárias nem contemplativas, atingiram a iluminação (Vajjiya Sutta, Gilayana Sutta, Samyutta Nikaya).

      O Livro dos Espíritos proíbe a vida contemplativa, e não vê obrigatoriedade no celibato e no vegetarianismo. O Islamismo e o Judaísmo proíbem o celibato e a vida contemplativa, e são indiferentes quanto ao vegetarianismo. A Bíblia Sagrada, no Novo Testamento, menciona:

      “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;
      Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;
      Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças;
      Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças.”
      (1 Timóteo 4:1-4)

      Estas doutrinas de demônios, dizem os comentadores, são o Gnosticismo e o Maniqueísmo. Estas são as influências que formaram a Teosofia: as quais, afirmando que a matéria é a obra maligna de um demiurgo que impede a manifestação do Espírito, proibiram o casamento e ordenaram a abstinência dos alimentos que Deus criou.

      Desta forma, se realmente desconstruímos o pensamento de Trigueirinho, percebemos que, embora ele diga não seguir doutrina alguma, ele segue a Teosofia, descendente de crenças gnósticas, e recolhe das outras doutrinas somente aquilo que seja compatível com esta linha de pensamento.

      • John Says:

        Sou o responsável pelo comentário anterior, e mudei de ponto de vista em relação à obra de Trigueirinho, conforme fui me aprofundando na audição de partilhas e outras leituras.

        “Trigueirinho afirma, em vários momentos, que a alimentação vegetariana deve ser a opção de qualquer ser que busque a evolução espiritual.”

        Ele não afirma que é impossível evoluir comendo carne, só diz que o tempo de comer carne já passou, porque estamos nos aproximando da Nova Humanidade.

        “Além disso, Trigueirinho não só admite a possibilidade da vida contemplativa, isto é, da vida dedicada exclusivamente à oração, como a coloca acima da vida em sociedade.”

        Ele afirma que o importante é viver a vida da alma, que é possível viver vida comum até mesmo dentro de um monastério. Ou seja, pouco importa onde estamos, mas ao que seguimos, se é o Eu Superior ou as vontades dos corpos. Esse parece pra mim ser o entendimento dele.

        Quanto à sexualidade, a visão dele parece se aproximar da doutrina católica tradicional, que está na obra de Santo Agostinho e outros autores da Patrística.

        Enfim, em geral, os interessados na tradição católica e no cristianismo esotérico, na teosofia, no budismo e outras escolas orientais semelhantes não irão encontrar grandes surpresas em Trigueirinho, porque esses são os pontos de partida da sua obra. Não são livros “perigosos” para quem está nestas linhas de pensamento.

        Não quero questionar Figueira nem o Trigueirinho, até porque não tenho conhecimento suficiente pra isso. Só quis evitar algum mal-entendido que meu comentário anterior possa causar.

      • Mox Says:

        O vegetarianismo é uma questão ética. A diminuição de atos de violência, prática do chamado AHIMSA. Acredito que para atingir certos níveis espirituais é necessário eliminar do cardápio o consumo de cadáveres e matérias mais densas; além da indústria da carne escravizar e ser extremamente brutal, tais seres têm o processo de evolução interrompido com o seu assassinato. Gostaria, se fosse possível, de ver tua fonte que diz que o Buda Gautama consumia carne. (…)

  3. Milefólio Says:

    Tenho um irmão que caiu vítima da seita trigueirista. Infelizmente, ele ficou com a mente afetada. Para piorar, quando começou a dar sinais de distúrbios mentais, a corja trigueirista expulsou-o de Figueira, dizendo que competia a ele mesmo buscar um médico e se tratar. Era trigueirista devoto, jejuador, vegetariano, etc. Resumindo: pau no demônio Trigueirinho e nos demais chefes da seita!

  4. Paloma Says:

    Sobre o comentário do Jonas:
    “Algo que fica bem patente naquela comunidade são as práticas de VAMPIRIZAÇÃO E CONTROLE MENTAL dos adeptos meticulosamente organizadas pela “cúpula”. Parece que a energia vital é inclusive usada como moeda de troca entre alienígenas trevosos. Reptilianos e greys são um típico exemplo de seres que necessitam dos princípios vitais de humanos e animais para sobreviverem.”
    Em cerca de 2 meses foram registradas 3 mortes e um surto dentre os colaboradores de figueira:
    1. Em um “encontro” um dos ditos “missionários” que fazia tarefa podando uma árvore caiu de uma escada de grande altura e morreu logo em seguida. O caso foi abafado.
    2. Morreram de LEUCEMIA, com poucos dias de diferença entre um e outro, um antigo e fiel colaborador da seita e uma outra colaboradora.
    3. Uma outra colaboradora, residente em Lavras/MG, que passa longos períodos fazendo ritmo em figueira, foi repentinamente resgatada pela família porque estava em surto psicótico e também com problemas de anemia.
    Tudo isto no prazo apenas de uns 2 meses.
    Muito estranho, não é?!

  5. kiko Says:

    eu li muito os livros do Triguerinho por um tempo e isso me dava paz, estava pensando em ir morar em Figueira antes de conhecer esse blog, mas com tudo que eu li, e reconhecendo que isso seria somente uma fuga dos meus problemas, agora desisti dessa ideia, e me lembrei de um acontecido com a familia de uma amiga minha daqui de BH, onde o pai dela era seguidor do Trigueirinho e disse que o mundo ia acabar, isso ha mais de 20 anos atras. minha amiga era criança, entao ela e sua familia, junto com Trigueirinho, foram pra uma casinha tipo numa floresta e todos apavorados ficaram esperando o mundo acabar, e claro nao acabou, e ela disse também que os trigueiristas estavam induzindo a tia dela rica a doar suas joias pra eles… e outra coisa que me deixava desconfiado era que o Trigueirinho diz que nós, homossexuais, temos que viver em celibato, o que nao é dito no Espiritismo Kardecista, que é minha religião, entao juntando tudo isso desisti dessa ideia e vou aceitar as provações da minha vida com resignação…

  6. rodrigofelipe Says:

    Não conheço ainda a obra de trigueirinho por completo, mas do que li aqui nesse post não se aproveita nada. Os comentários dessas pessoas não dizem nada. Como alguém diz que vai dar um testemunho mas não vai contar detalhes? Oras, se não é pra falar então cale-se. Se é pra ter um crítica que a faça por completo.

  7. João Souza Says:

    Há anos filiei-me à comunidade Figueira e mudei-me para Carmo da Cachoeira. Costumava utilizar uma “lan house” da cidadezinha. Um dia, sem querer e por erro do computador da “lan house”, acessei um “site” do dono da mesma – colaborador de Figueira – onde constavam despesas dela: objetos comprados, etc. O computador apresentou-me um “link” para o “e-mail” do colaborador onde estavam fotos de naves, correspondências, etc. Passei dias estudando o material. Um vizinho, dali a alguns dias, pediu que eu mudasse a senha do MEU “e-mail” porque, segundo ele, alguém estaria usando-o indevidamente. “Fui quase detectado por entrar indevidamente em “e-mail” alheio!”, pensei… e continuei acessando o “site” e “e-mail” pessoais do colaborador da comunidade, até que… O MESMO HOMEM QUE ME ADVERTIRA (e se dizia carateca, faixa preta, segundo grau ou mais), AO FINAL DUMA SESSÃO DE CANTOS NO TEMPLO DE FIGUEIRA EM QUE PARTICIPARAM UMAS 500 PESSOAS, ATACOU-ME SEM QUE NINGUÉM ME DEFENDESSE! (Ao princípio defendi-me, mas em seguida, percebendo que poderia ser duramente golpeado, deixei que me socasse e me batesse com a perna.) Finalmente tombei sobre uma senhora filiada à comunidade, que perdeu o equilíbrio… Aí, uma mulher e outra pessoa conversaram com o agressor e ele foi para fora. Quando saí ele me abordou com um sorriso estendendo-me a mão. Um amigo (também membro de Figueira) que se encontrava ao meu lado perguntou ao agressor por que ele me batera, ao que o mesmo disse diversas vezes, escandindo as palavras: – PROVA!

    Julgo (corrijam-me se estiver errado) que o ideário de Figueira e a surra que levei não têm nada em comum ou… ESTAMOS DIANTE DUM GRANDE MISTÉRIO!

  8. Jonas Says:

    Figueira que se cuide! Pode ser a próxima…

    http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,seita-com-6-mil-adeptos-em-minas-cai-na-mira-da-pf-imp-,1026279

  9. Ruan Says:

    Fiquei pouco tempo em Figueira fisicamente ( uns quatro ou cinco meses se juntar tudo ) mas passei muito tempo estudando as partilhas e os livros várias horas por dia ( um ano ou dois ). O que eu posso relatar aqui é o meu motivo para eu não estar mais lá.

    ** Primeiro ponto: Relação com a Igreja Católica.

    A Ordem Graça Misericórdia ( os monges de Figueira e de Aurora ) têm visitado a Igreja Católica e provado da Eucaristia. Um colaborador me relatou que eles se passaram por monges católicos e serviram Eucaristia para outros, mas isso não posso confirmar.

    O que eu posso dizer com absoluta certeza é que membros de Figueira tem ido à Igreja Católica e comungado da Eucaristia “por causa de uma ordem da Hierarquia”, segundo eles próprios. Isso é fato público e vão confirmar isso a vocês caso perguntem em alguma partilha, como disseram para mim ( perguntei em dezembro de 2015 ). Eles não veem problema algum nisso.

    Entretanto, para comungar na Igreja Católica é necessário:
    1. Ter feito primeira e segunda comunhão, e ser batizado;
    2. Não estar em estado de pecado mortal;
    3. Ter se confessado com um sacerdote;
    4. Concordar com tudo que a Santa Igreja ensina.
    Em outras palavras, é preciso estar em comunhão ( em comum ) com a Igreja.

    Em uma partilha pública, Trigueirinho disse que não via problema nas pessoas comungarem após terem se confessado diretamente para Deus, ao invés de um sacerdote.

    E nós sabemos, obviamente, que em Figueira se desacredita de muita coisa que é ensinada na Igreja Católica e que, portanto, eles não estão autorizados pela Igreja a se aproximarem da Eucaristia. Eles simplesmente não são católicos, e portanto não devem tomar a hóstia.

    Ainda assim, eles se proclamam nesse direito, dizendo terem sido ordenados a participar da comunhão na Igreja por ordem do próprio Cristo, que aparece nas Aparições.

    A Igreja Católica já se pronunciou oficialmente sobre esse assunto. A Diocese de Salto publicou um documento que reproduzirei na íntegra ao final deste comentário, que foi nada mais nada menos do que uma excomunhão formal dos membros deste grupo.

    Na Aparição de Cristo em que aconteceu a revelação da imagem do Cristo Glorificado, Cristo disse que “pede misericórdia” pelos sacerdotes que “excomungam meus filhos”. Estava se referindo obviamente a esse incidente com a Diocese de Salto.

    O que eu posso dizer é que, embora essa excomunhão tenha ocorrido já faz alguns anos, hoje ( 2016 ) eles não têm obedecido a essa excomunhão e têm continuado a entrar na Igreja Católica como sempre fizeram desde o princípio da fase das Aparições, para participar da Eucaristia.

    Então eu proponho algumas perguntas para reflexão:

    Se é realmente Cristo que está aparecendo, ele mandaria um grupo espiritual ir pessoalmente afrontar as regras de outro, debaixo de seu próprio teto?

    E se não é Cristo que está aparecendo, o que é isso que está aparecendo?

    Cada um vai poder responder essas perguntas junto com sua própria consciência.

    ** Segundo ponto: Pressão para entrar no grupo.

    Vou fazer uma citação de um livro que acho que ilustra bem o ponto que quero mostrar. Mas é só abrir uma partilha qualquer para ver essas coisas de outro modo, quem sabe até mais explícito.

    “Alijai do vosso ser a sombria ação da dúvida. Expulsai também dele a paixão, ainda que secreta, pela ‘segurança’ que lhe proporcionam os bens materiais. Até quando mantereis a fantasia de que estais a serviço do Plano, se na realidade desfrutais a própria vida humana? Reconhecei a iminência dos tempos! Sois elos de uma corrente. Cada elo, por mais elevado que esteja, não pode mover-se se os outros também não se movem. Quando todos se adiantarem, a corrente inteira se erguerá.”
    Encontro Interno, p. 45

    Se aqui não está escrito nas entrelinhas “largue sua vida e venha morar em Figueira”, eu não sei o que está escrito.

    A impressão que eu tenho é que, como a comunidade ganha muito dinheiro com pessoas que largam tudo para ir morar lá, acaba se construindo uma pressão para que as pessoas façam essa “entrega”. (Já que para se tornar membro do grupo você tem que reverter todos seus bens para a comunidade, sem exceção.)

    ** Terceiro ponto: Ideologia sobre a sexualidade.

    Em Figueira se acredita que o sexo deve ser utilizado somente para procriação, com apenas uma relação sexual para cada filho a ser gerado, e que tudo o mais é “contra a Lei”. Para defender essa ideologia, se baseiam na obra de Sri Aurobindo e de Mira Alfassa.

    Eles acreditam que todos são capazes de abandonar a vida sexual, inclusive se o preço disso for um divórcio. Na verdade, eles acreditam que todos devem abandonar isso, e que a maioria não veio ao mundo para procriar.

    Nem mesmo as religiões mais conservadoras do mundo no campo da sexualidade foram capazes de defender esta ideologia. Vão à Igreja Católica ou Ortodoxa, vão ao Vaishnavismo ou ao Jainismo. Não se fala nada disso. É coisa da “Nova Era” ou da “Nova Humanidade”.

    É somente em certas ocasiões que eles expressam essa ideologia radical com clareza, não é sempre que falam sobre esse assunto que dizem o que realmente pensam. Por isso recomendo escutar “Caminhos para a elevação da energia criativa – Parte 2” ( ou Parte 1 ou 3, não sei, mas acho que é a 2 ) ou “O mundo da ignorância e como deixá-lo” para vocês terem uma verdadeira noção do que eu estou falando. Ou então ler aquele livro verdinho, “Encontro Interno”. Lá tem um capítulo inteiro só sobre essa ideologia.

    A fonte mais provável para essas idéias é certamente Sri Aurobindo.

    ** Resumo da ópera:

    Não gosto de atacar outros grupos espirituais, nem de falar mal. Por isso aqui eu nem estou falando o que eu acho, estou simplesmente copiando e colando o que eles mesmos dizem, e cada um que faça sua própria cabeça sobre o assunto.

    Vejo Figueira como um lugar para pessoas que não são muito sistemáticas, que não ligam para coisas que rompem dramaticamente com tradições religiosas ou com ensinamentos anteriores do próprio grupo onde estão, e que têm uma fé no Trigueirinho, na Hierarquia da Instrução de Figueira ou no que seja lá o que for que comanda aquilo ali mais do que têm fé em qualquer outra coisa.

    Aparentemente, algumas dessas pessoas são felizes, estão fazendo um caminho espiritual e estão evoluindo em algum sentido. Outras estão passando por problemas e provavelmente estariam melhor em outro lugar. Mas quem somos nós para julgá-las? Cada um sabe do seu caminho.

    Agora, conforme o prometido, a declaração da Diocese.

    ========================================

    Comunicado a la comunidad católica diocesana:
    Ante la confusión creada en torno al grupo llamado “Orden Gracia Misericordia” perteneciente a Fraternidad – Federación Humanitaria Internacional, y con base en la llamada “Casa de Redención”, nos vemos en la necesidad de hacer las siguientes aclaraciones y recomendaciones:
    1. Este grupo que, al igual que en otros países, desde hace algún tiempo se ha instalado entre nosotros, pertenece a lo que ellos denominan “Orden Gracia Misericordia” y tienen sede en “Casa de Redención”, en la zona de Paysandú lindera con Salto, en las cercanías del Río Daymán. Esta Casa sería un “centro de cura planetaria”, parte de “una organización independiente, imparcial y neutra”, que intenta experimentar “nuevos patrones de conducta evolutiva”. Se conciben a sí mismos como de “carácter filosófico –religioso- ecuménico, que no constituye ni sigue ninguna Religión”.
    2. Muchos de ellos llevan una vida de tipo monástica, dedicados “a la cura, a la instrucción, a la oración y al servicio”, vistiendo hábitos semejantes a los de algunas órdenes o congregaciones tradicionales. Hacen referencia a tres personas como fundadoras o mentores: José Trigueirinho Netto, Fray Artur y Madre Shimani (Elizabeth César), esta última responsable de las actividades en nuestro medio.
    3. Su “doctrina” se presenta, muchas veces, bajo formas religiosas afines a los de la Iglesia Católica, tales como la devoción a la Virgen (a quien llaman Mainhdra) y refiere a “mensajes y apariciones” suyas bajo el nombre de “Madre de la Divina Concepción de la Trinidad!. Practican el rezo de algo muy semejante a nuestro tradicional Rosario y mencionan palabras del Beato Juan Pablo II sobre el rezo del mismo. Apelan a la figura del Padre Pío (Murielh, para ellos) o a otros santos, quienes les transmitirían formas nuevas de oración. Refiriéndose a Jesucristo (Samana, para ellos) o el Adán N° 11 en otra época, o el Maestro del Círculo, afirman que sería fruto de un proyecto de ingeniería genética llevado a cabo por extraterrestres que habrían sido enviados por las “Más Altas Jerarquías” y los “Monitores Siderales”, en una nave laboratorio de 50 km. de diámetro.
    4. En su vocabulario caben igualmente conceptos tales como: la reencarnación, la Atlántida, karmas, los 9 de Andrómeda, mantras, extraterrestres e intraterrestres, transmigraciones, naves galácticas (la estrella de Belén sería una), etc… todos dentro de una cosmovisión a las que se accedería por algún tipo de intuición.
    5. Es evidente que esta doctrina no tiene nada que ver con la auténtica Fe profesada por la Iglesia Católica. Resulta, por tanto, muy extraño que integrantes de este grupo se hagan presentes en algunas Eucaristías, acercándose incluso a recibir la Comunión. Ésta, y otras conductas similares resultan abiertamente desconcertantes para los fieles de nuestras comunidades, pues daría la impresión que, para ellos, todo es igual, sin percibir, en apariencia, la profunda incompatibilidad existente entre dicha cosmovisión y la Fe católica.
    6. Por todo esto, queremos advertir y prevenir a todos los fieles católicos sobre la total contraposición entre estas ideas y el Credo de la Iglesia Católica Apostólica y Romana, apoyado en la Verdad de las Sagradas Escrituras y la Tradición Viva de la Iglesia. Su doctrina vacía totalmente la verdad y el sentido de la Redención lograda por Jesucristo, Hijo de Dios, mediante su Muerte y Resurrección. La actitud de este grupo y su comportamiento no encuadra con ningún genuino ecumenismo tal como se lo entiende entre las Iglesias cristianas. No negamos el derecho a la libertad de cultos como un derecho contenido en la Declaración de los Derechos Humanos y nuestra Constitución. Con todo, nos preguntamos, en qué medida su modo de proceder no transgrede los códigos de veracidad y transparencia requeridos en una sana convivencia.
    7. Dado que los fieles católicos profesamos las verdades del Credo viviendo en comunión con el Obispo del lugar, quien es el vínculo visible con el Vicario de Cristo, hoy, Benedicto XVI, exhortamos, a todos los fieles de la Iglesia diocesana a estar prevenidos y no dejarse confundir. Para acercarse a la comunión sacramental en la Misa, es necesario estar en un todo en comunión con la Fe de la Iglesia. Por lo mismo, no serán admitidos a la comunión sacramental los miembros de este grupo, a quienes invitamos a reconocer la Verdad del Evangelio sin confusión, porque “Dios no es un Dios de confusión sino de paz” (1 Corintios 14,33).
    En este año de la Fe, al que nos convoca el Sucesor de Pedro, procuremos ahondar en las riquezas que desde nuestro Bautismo el Señor nos ha regalado. “Que Cristo habite en sus corazones por la fe y sean arraigados y edificados en el amor. Así podrán comprender, con todos los santos, cuál es la anchura y la longitud, la altura y la profundidad, en una palabra, ustedes podrán conocer el amor de Cristo, que supera todo conocimiento, para ser colmados por la plenitud de Dios” (Efesios 3, 17-19).
    En Salto, 8 de noviembre de 2012
    Solemnidad de la Virgen de los Treinta y Tres,
    Patrona del Uruguay
    Pbro. Fernando Pigurina
    Vicario General

  10. Nelba Monken Viana Says:

    Fiquei em figueira uma semana e não vi nada de errado, fui muito bem tratada. Contudo, nos CDs do Trigueirinho que tenho em casa vejo várias contradições, ex.: ele diz que para se fazer o processo monástico temos que abandonar a família, e a Shimani diz que qualquer pessoa pode fazer, inclusive dentro do matrimônio. Ele mesmo se contradiz várias vezes. De qualquer forma, tirando os absurdos, 95% da compilação que ele faz me esclarece de muita coisa.

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