Testemunhos sobre a doutrinação em Figueira

Os textos abaixo, afora duas exceções, explicitamente mencionadas, foram publicados originalmente como comentários ao post “O contraditório Trigueirinho”. Se você já esteve em Figueira, e acha que algumas coisas lá não são condizentes com uma comunidade de autêntica busca espiritual, some sua voz às das pessoas abaixo na seção de comentários desta postagem!

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Corina Dhom, em 20/09/2010:

Olá. Recebi indicação de seu site, com colocações sobre Trigueirinho, de um leitor do meu site, onde fiz uma série de artigos sobre minhas experiências em Figueira, desde o início até a última vez que lá estive, em Set 2008. A doutrinação em Figueira é tão intensa que as pessoas que percebem as várias incongruências evitam falar ou expor-se. Elogio sua coragem e disposição em colocar seu ponto de vista, pois acho saudável as pessoas poderem ter testemunhos diferentes. Concordo com muitos pontos que coloca, embora ache que a realidade de certos fenômenos fica difícil constatar ou negar sumariamente. O que falta claramente em Figueira é coerência e ensinamentos de um caminho segundo o qual as pessoas pudessem alcançar as realidades pregadas, caso existam. 

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Aurea, em 16/05/2012:

(…) Acho realmente que há um cerceamento da vontade individual, estive em figueira e me senti oprimida, embora o lugar seja lindo, em uma comunidade a individualidade impera. Fala-se pouco, não há troca de idéias, e nada fica realmente explicito. Senti-me analisada e julgada o tempo todo. O trabalho filantrópico é grande, mas na maioria mantido pelos voluntários, que são incentivados a realizar e ampliar os trabalhos. Boa parte senão todo o dinheiro sai do bolso deles. (…)

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Inês, em 02/08/2011:

Estive em Figueira, e achei Tigueirinho um lunático no sentido literal da palavra. Fui lá ver um filho meu, que se iludiu, com tudo que pregam lá, uma verdadeira lavagem cerebral, mas para ser aceito é preciso marcar, e se hospedar, seguir as regras de lá, e eu me sujeitei, pois que mãe não o faria, não consegui demover a ideia de meu filho, ele continua lá, mas eu não gostei, embora vá para lá novamente, pois não suporto a ideia de não ver meu filho, e ele é desaconselhado de vir para casa ou falar com familiares, por outros meios de comunicação…

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Janaina, em 19/08/2011:

O que aprendi de 13 anos de contato com Figueira é que hoje em dia perdemos o discernimento e não somos mais capazes de encarar a realidade de frente.

Por ser um lugar onde não se paga para ficar, num momento tão materialista da humanidade, tendemos a já tirar um pé que estava atrás. Só que isso é uma ilusão, pois que muito inteligentemente fazendo isso, não cobrando, as pessoas confiam com mais facilidade a ponto de entregarem a eles todo seu patrimônio.

Figueira responde a muitos processos, por isso.

Outro fato é que Trigueirinho não traz necessariamente nada de novo, embora muitas pessoas insistem em não querer ver. Ele rebatizou termos da Teosofia e outras religiões, só isso.

À Grande Fraternidade Branca, ele deu outros nomes em idioma Irdin (o que para mim já gera uma grande desconfiança; as pessoas sabem por acaso que seres estão por trás desta devoção?).

Trigueirinho também traz muita influência do Catolicismo, inclusive, a vida monástica, a separação entre espiritual e profano, a culpa, o medo, etc…

Sem mencionar que o ambiente é articulado para sentirmo-nos constrangidos em falar, questionar, etc…

Enfim… um jogo bem armado, para capturar aqueles que querem uma vida espiritual mais intensa e entregue.

Eu já fui uma destas pessoas, mas acordei a tempo.

A vida espiritual acontece a todo momento e em todo lugar, e a única condição para que ela se faça é nossa disposição interna.

Trigueirinho prega uma coisa e faz outra. Ele diz que tudo está dentro, mas na prática incita seus adeptos a pedir ajuda para se elevar através da Hierarquia.

Precisamos de intermediários?

Abraço e obrigada por este trabalho!

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Silvia, em 06/09/2011:

Eu tbm me “cadastrei” para poder conhecer de perto a “Figueira” e logo na 1ª “partilha” vi um idoso palestrante possesso se alguém tosse ou espirra na platéia! (É prejudicial à gravação das partilhas.) Onde mais se vê isso?
E achei estranho que muitas pessoas mudam de nome pela escolha do idoso guru, assim elas se livram mais fácil daquele carma atual!
A separação de casais é recomendada, as pessoas um pouco mais “antigas da casa” parecem zumbis, totalmente vampirizadas, alguém tem como explicar isso?
Sinceramente, sinto pena que pessoas boas, medrosas e ingênuas ou muito idosas ou muito jovens se coloquem nas mãos dessa gangue espiritual!
E se algo acontecer com os residentes de Figueira, a família vai ser chamada a arcar com as despesas necessárias.
Eles acham que fazendo mantras e orações vão superar os obstáculos à concretização da cidade Figueira e já compraram muitas fazendas ao redor da cidadezinha Carmo da Cachoeira, MG.

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Pat, em 24/03/2012:

(…) Quanto à Figueira, aos grupos, senti falta do clima mais descontraído, amoroso, de poder rir, de poder ser sem repressão. Talvez isso não se aplique a todos, talvez muitos se encontrem por lá, mas é preciso, como disse, estar atento à enxergar a verdade por si próprios.

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Antonio, em 10/06/2012 (na seção de comentários do extinto post “Para quando Trigueirinho morrer…”):

Tenho em minha família duas pessoas que frequentam Figueira e realmente sinto muito a falta de como eram antes, e lamento muito no que se tornaram. Infelizmente são pessoas simples e que acabaram tomadas pela insanidade sem fim. Esse grupo acabou com elas.

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Um irmão, em 15/06/2012 (na seção de comentários do extinto post “Para quando Trigueirinho morrer…”):

(…) Trigueirinho representa uma das inúmeras formas de calúnia espiritual do Mundo Moderno, que iniciou, neste caso, com Blavatsky e a Sociedade Teosófica. Trigueirinho tirou toda sua doutrina disto aí, como muitos devem saber, além de ter adicionado outros erros. Se a árvore é ruim, seus frutos SERÃO podres. Sugiro que leiam “O Teosofismo: história de uma pseudo-religião”, de René Guénon, assim como “O Erro Espírita”, do mesmo autor. (…) Eu estive em Figueira, já sabendo de todos estes problemas, mas por um convite há alguns anos atrás fui ver com os meus próprios olhos. Fiquei bastante chocado com tudo o que vi e ouvi.

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Denise Francine Pedroso Rodrigues, em 19/10/2012:

Gostaria de compartilhar a experiência que eu tive com Figueira e Trigueirinho, assim como tantas pessoas que escreveram neste blog; possa isso ser de ajuda a alguém assim como foi para mim.
Já faz algum tempo que deixei de frequentar Figueira, antes mesmo de estarem acontecendo essas aparições de Maria. A última vez que estive lá foi em julho de 2011.
Avaliando com distanciamento, posso ver o perigo que passei e como escapei por pouco. Duas queridas amigas minhas moram lá. A uma delas cheguei a falar abertamente o que penso, em vão. O fanatismo é uma força muito poderosa, que cega qualquer um.
Na época em que era “trigueirista”, eu fazia os mantras e escutava as palestras todo santo dia e ainda ficava um bom tempo lendo os livros antes de dormir. Obriguei meu marido a ir a Figueira contra a vontade dele, pelo menos umas duas vezes. Eu parecia um papagaio, só repetindo as coisas que eu lia nos livros e escutava nas palestras.
As coisas que ele fala vão entrando na cabeça de forma sutil… Por exemplo: a forma negativa como ele julga as pessoas que estão “na vida comum”, e como não se deve estar “com o pé em duas canoas”… Ou seja: “saia da vida comum e decida-se, venha morar em Figueira”.
Ora, uma pessoa pode atingir a iluminação e aos olhos de todos levar uma vida completamente normal! A iluminação é um estado interior e não algo que se faz na vida externa.
Aos poucos fui percebendo uma contradição aqui e ali. A última vez em que estive lá, e que foi decisiva para eu nunca mais voltar, não participei de nenhuma sessão de mantras. E sempre me lembrava das palavras de Krishnamurti: “não tenha nenhum guru, não siga ninguém. Faça a sua própria experiência. Aprenda por si mesmo”. Ora, o que estão fazendo todos que estão lá, senão seguindo um guru?…
Hoje as contradições no que ele fala e faz estão ainda piores. Aquele que sempre disse que “não devemos nos apegar a fenômenos” organizando aparições de Maria, com data e hora marcada e onde ninguém vê nada! Sinceramente…

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Marcos, em 05/12/2012:

Admin, gostaria de elogiar o seu blog pela importancia do mesmo para pessoas que possam querer buscar uma analise mais critica sobre o Trigueirinho. Pessoalmente tenho 2 parentes “doutrinados” e que estao ficando completamente fora da realidade apos o contato com toda esta leva de ideias do Trigueirinho. Ate o momento nao perceberam o mal causado pelas ideias obsessivas e pela falta de coerencia no que vem reproduzindo apos retornar de Figueira. Afastam-se cada vez mais do mundo real, nao tem coerencia nenhuma no que voltam dizendo, misturam tudo, perdem o foco das proprias vidas. Dia a dia cada vez mais manipulados por ideias sem o menor nexo, e com consequencias repercutindo em escala para toda a familia do mundo real.

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3 Respostas to “Testemunhos sobre a doutrinação em Figueira”

  1. kely Says:

    Por eu conhecer pessoas com problemas emocionais muito parecidos com os meus e que nunca frequentaram figueira, posso dizer que figueira foi nada mais nada menos que um lugar muito especial, de forte aprendizado. Quando estou em momentos mais serenos, eu agradeço por ter tido a oportunidade de ter conhecido e feito parte do trabalho. Foi muito importante para meu crescimento. Porém, quando estou em momentos de revoltas na minha vida, eu imagino jogando uma bomba naquele lugar. Ou seja, teria a mesma atitude se estivesse abalada emocionalmente com qualquer outra coisa da minha vida. Até hoje todos os gurus/mestres/filósofos que tive contato e todas as religiões que tive contato me decepcionaram. Costumava inicialmente admirar muito e dps, ao conhecer melhor, me decepcionava. Então, devido à toda essa minha experiência, digo que figueira foi o local de maior intensidade de aprendizado. Sim, paguei um preço alto por isso, mas, como estou serena agora, digo que valeu a pena. Fiquei satisfeita em ter um local para expressar minha opinião sobre figueira. 🙂

  2. Ruan Says:

    “Cada indivíduo deve reconhecer a própria tarefa e não medir esforços para consumá-la. Tem de perceber e efetivar as mudanças necessárias para cumpri-la e manter-se atento para não colocar restrições ao que lhe cabe.

    Há um engano nesses seres a ser dissolvido: a ilusão de que a vivência de novas energias ou de realidades superiores só é possível em ambientes reclusos, fechados, monásticos. É tão necessário indivíduos em recolhimento em áreas assim especiais quanto outros sintonizados com a luz em grandes metrópoles. E inútil estabelecer valores externos para essas situações. O importante é ter clara a tarefa que corresponde a cada um e vivê-la sem conflito, sem expectativas e sem dispersar com sonhos ou criações mentais que só desviam a consciência da meta.”

    Extraído do livro “O Visitante – O caminho para Anu Tea” – Trigueirinho
    Editora Pensamento
    Págs. 63 a 64

  3. rodrigofelipe Says:

    Esses relatos são todos superficiais. Não dá para aproveitar nada deles. São coisas que não mudam nada, comentários totalmente desnecessários. Não conheço a fundo o trabalho de trigueirinho, porém isso que li aqui não ajudou em nada.

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